terça-feira, 9 de março de 2010

Dance me to the end of love





“Vamos fazer um pacto, onde você me entende sem me conhecer, onde você me deseja sem me delinear e assim, sem entrega nem intriga, nos amamos sem se importar com o jantar. Prometa me observar quando me vir passar na rua e me desejar como se nunca tivesse conhecido meu corpo. Sofra com elegância, me chame para dançar e sussurre ao pé do ouvido qualquer coisa que me faça arrepiar”.


Enquanto Carlos escreve as últimas palavras da carta, que vai do buquê de rosas para as mãos de Amélia. Amélia se veste, se pinta, se penteia e desce as escadas. Recebe de mãos trêmulas as rosas e as desculpas de Carlos. Saíam para mais uma noite de declarações, champanhe e Sinatra.


- “Deixa pra ler depois”.


Essa é a vida de Carlos e Amélia, se comem com os olhos, se olham para se descobrir e brigam para mais tarde se amar.



Na vitrola:
"Let me see your beauty when the witnesses are gone,
Let me feel you moving like they do in Babylon,
Show me slowly what I only know the limits of,
Dance me to the end of love"
Leonard Cohen

Um comentário:

  1. Não sei se me apaixono por Carlos ou por Amélia... Arrebatador, cat!

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