quinta-feira, 25 de março de 2010

Ela




Vendo assim até parece que ela é feliz. Soltando pilhérias, olhando de lado, só no requebrado, flor no cabelo, vestido rendado, sorriso no rosto, diz que faz e desdiz. Olhando assim, parece miragem, parece loucura. É tudo verdade. É tudo mentira. É valsa e samba. Porta bandeira, bailarina e meretriz. Um dia quer um filho, no outro quer a rua. Acorda carnaval e dorme quarta feira de cinzas, de brasa, de fogo. Cheia de gosto, para ela faltou o castigo, cercada mimos, sobrou o vício. Dona Dialética não sabe se vai ou se fica, se trepa ou sai de cima, se vai ou racha, se vira patroa ou se é dona de casa. Ela só sabe se questionar.



Para Ela: "Que importa o sentido, se tudo vibra?" Alice Ruiz.


2 comentários:

  1. o café esquentando no fogo e ela esquentando na porta,com a dose de whisky na mão.

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  2. Hahhahahhaahahaha! Ela não sabe se é valsa ou se é samba, mas encara um rock como ninguém...

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