terça-feira, 2 de março de 2010

Procura-se


Há 5 dias em Campinas e algumas horas da entrevista da UNICAMP, com a internet sem funcionar, duas unhas roídas e uma lista de pendências a deliberar, sonhos a martelar e expectativas a cobrar. Esse é o cenário da nova vida, mas há algo nele que não se vê: o frio na atmosfera e na espinha, muitas coisas a resolver em meio a uma vida mal resolvida. Procura-se por entre as ruas um amigo para conversar, soltar uns tragos. Procura-se um mar azul para afogar as mágoas e inquietudes. Procura-se aquela noite, aquela música, aquele carro, naquela esquina. Procura-se uma mãe para pedir, chorar e culpar. Procura-se a felicidade. Talvez eu esteja no caminho certo, talvez eu me perca no meio dele, talvez eu já tenha encontrado. Procura-se a vontade de procurar.

No juízo: A felicidade mora a légua dos meus olhos e a um palmo do meu nariz (Flávio Cavalcanti)


Um comentário:

  1. Um brinde à cibercultura, aos bits e bytes que nos aproximam dessa procura, cheia de inquietudes deliciosas e angustiantes. Avante!

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