sexta-feira, 4 de junho de 2010

Onde?

Centre Pompidou - Paris/ Maio 2010

"O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo em sua liberrérima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece seu nome."

Carta de Helio Pellegrino para Fernando Sabino, para voc
ê e para mim.
At
é logo!

4 comentários:

  1. Que carta!
    Jefhcardoso do
    http://jefhcardoso.blogspot.com

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  2. Tudo o que eu precisava ouvir hoje para saber dosar o pesoa e a beleza dos encontros e desencontros. Gracias, chica!

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  3. O trabalho de uma vida inteira é sempre o de tornar-se pessoa. E tornar-se leva tempo. :)

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  4. Essa carta eh sobre os outros para cada um de nos, amei Tyara, sabias palavras coletadas!!!!

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