segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu, você, nós dois

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Meu querido,

Mande uma canção que me faça sair daqui. Você sabe, eu não consigo manter os pés no chão por muito tempo.
Depois eu volto, ou melhor, voltamos, mas criemos uma interseção.
Eu, você, vinho, letra, melodia e o resto na borda.
É tão simples e é tão complicado, né? Dançar conforme essa música pede equilíbrio e, você sabe, esse não é o meu forte baby.
I know that´s the way e você precisa saber de mim.
Vamos tomar um sorvete ou sair por aí sem destino para o acaso nos juntar. Eu de vestido florido e flor no cabelo. Nas minhas mãos, as suas e pronto, fizemos a primavera.
Não existe casal de propaganda mais feliz que nós dois. Vamos vender felicidade em trinta, sessenta e noventa sem juros. Quando ficarmos ricos damos de graça e quando o amor não for mais um sonho de consumo nós fabricamos a amizade.
Simples, né? Oh! Darling, please believe me.

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8 comentários:

  1. "Eu, você, nós dois
    Aqui neste terraço à beira-mar
    O sol já vai caindo e o seu olhar
    Parece acompanhar a cor do mar"...

    Simples, né?
    Pra Tom Jobim, era.

    Adoro fotos nesse tom. :)

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  2. êêêê....menina, tempo da porra!
    como anda a vida, tá escrevendo massa ein?
    tô seguindo

    bjão
    te cuida

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  3. Seria bom se fosse simples, ou é. Deve ser simples. Amar é simples, esperar não é simples. Mas o que conta no final é a amizade, subvalorizada, coitada. Tyty, isso aqui é uma coisa assim.

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  4. Eu também não sei dançar tão devagar para acompanhá-lo. Mas se aceitar visa, pra felicidade em 90 sem juros, serei a primeira cliente. Belo texto, sempre poético.

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  6. por força desse destino, um tango argentino me vai bem melhor que o blue.

    venha simbora pra gente compor um canto torto, que corte feito faca e depois cure feito chá de cidreira.

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  7. Minha querida,
    se não tem os pés no chão, mas no céu, segue em meio às estrelas.

    Em que velocidade correm as estrelas? Se mais velozes que a luz, podem alcançar a realidade de modo que lhes assuste, lhes tornando uma ilusão.

    Foi a estrela cadente que virou tradição, riscando o caminho iluminado e se espatifando, sabe-se lá se, no chão.
    Há mais coisas entre o céu e a terra, baby, do que sonha a nossa filosofia. (meias aspas)
    saudades,reisla

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  8. Dançar conforme a música? Por que tudo tem de ser no compasso? Há um recado de Clarice (Lispector) a você: "Nós terminamos adivinhando, confusos,
    a perfeição".
    Quero um carnê da felicidade e que ofereçam-no, também, nos bares baroneses.

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