segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Divino maravilhoso

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De vez em quando elas precisam se encontrar pra organizar as idéias, sabe como é? Pra falar o que só falam para o espelho e olhe lá.

Tão inquietas e nem sabem que tudo é breve. Melhor que não saibam mesmo.

Algumas verdades não devem ser ditas.

Já as confidências, elas soltam na mesa sem pudor.

Entre brindes e tragos destilam desejos, fermentam agonias.

Mais uma dose de cumplicidade. É claro que eu tô afim.

E a madrugada se passa, como tudo nesse mundo.

Só não passa a vontade de falar de si, do outros, do mundo e de tudo.

E na vitrola o disco certo roda, como elas por aí.

Muda-se a música, mudam de par, falam dos pares, dos olhares, dos pesares, mas uma coisa é certa: elas adoram dançar.



Entre palavras, na voz de Gal (1969):

“Atenção ao dobrar uma esquina, uma alegria, atenção menina”.

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Um comentário:

  1. a inquietude é a agulha que costura os encontros entre elas.
    há um tempo atrás nem se sabiam tão parecidas em suas inconstâncias e desejos. vieram as palavras, os goles, os tragos, as risadas e com isso o reconhecimento.

    seriam irmãs separadas ou personagens de uma mesma atriz?

    na verdade isso pouco importa. há tanto por dizer, fazer, desejar, sentir. e há gal divina na vitrola, lembrando que a vida pode ser maravilhosa, mesmo que por um breve instante. e há esse mundo imenso, onde a música não pára. e elas, dois pares de sapatos loucos pra dançar por aí.

    quá quá rá quá quá.

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