terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eles não entendem nada

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Ela reclama de tudo. É o calor. É o frio. É a rotina. É o caos. É o tráfego. É o tráfico

Tanta gente desinteressante na fila do banco. Cadê os globais? Não é assim na novela.
E essa história de arrumar amor no supermercado?
Conto de fadas moderno, meu bem. Na rua a gente só encontra esse povo que veio de algum lugar e vai sei lá pra onde. Todo mundo ocupado demais pra conhecer alguém por acaso, mas olham e como olham.
Enquanto isso, na sessão de frios:
- Moço. 3 kg de paciência, por favor.
- O quê, senhora?
- Meio quilo de carne moída, moço.
Moída por dentro e por fora, sangrando, exposta na prateleira. Esperando, esperando e nada. Passou da validade. É lixo. Joga fora.
“Ah se eu tivesse quem bem me quisesse. Esse alguém me diria: desiste, essa busca é inútil. Eu não desistia”.
Desculpas a Betânia.
“Eu quero tocar fogo nesse apartamento, você não acredita”.
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4 comentários:

  1. Pq o conflito não está lá fora, nunca.

    Fazer sentido dentro é uma dádiva.

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  2. E olham, e como olham... E comem, e como comem...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Precisamos de mais compras em tudo o que leva nome de Rio das Pedras: frutaria e etc.
    Quer um pedaçode melância?

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