sexta-feira, 1 de outubro de 2010

No avarandado

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Tu chegaste com a primavera. Nem a cigarra, nem a formiga. Olha como tudo se encaixa. Daqui eu sinto o sopro que se estenderá até o verão. Aposento as meias fio 80, agora as pernas ficam nuas. A sandália rasteira balança a rede, mas quem me embala é Cortázar. Fazendo o jogo da amarelinha me deparo com a casa onde se diz: “E, por se ter saído da infância, esquece-se de que, para alcançar o céu é preciso ter, como ingredientes, uma pedrinha e a ponta de um sapato”.

O vento de setembro sopra a poeira do amor. Não importa se o céu não está azul, que tempo bom. E no jardim, ela, a es-pe-ran-ça. Entre flores e espinhos. Eu sinto que ela veio pra ficar.

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4 comentários:

  1. Tyty, senti esse vento daqui e também vi a esperança.
    Um beijo grande.

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  2. Sentimos, querida Lia! E deixemos o cabelo balançar!

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  3. Que suave, Cat! Lindo! Já sinto os ares de verão...

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  4. A primavera sempre foi minha estação preferida. Esta anda meio inverno...

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