terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Oito anos

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Ele, oito anos. Ela, um pouco mais que isso.

Entre eles, muito mais que o tempo. Havia serpentes do mar, princesas recalcadas, cavaleiros covardes, bolhas de sabão, naves espaciais, óculos biônicos, carros supersônicos e uma pergunta que não queria calar:

Ele:

- Quando é que a gente vai morrer?

Ela:

- Ninguém sabe. Você tem um tempo aqui, talvez até amanhã ou semana que vem.

Uma década? 50 anos? Quem sabe? Uns se vão ao atravessar a rua, outros desaparecem aos pouquinhos, mas uma coisa é certa, à francesa ou de mansinho, alguém vai pra algum lugar.

Ele:

- E o que se faz até lá?

Ela:

- Boa pergunta.


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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Roda mundo

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Primavera em Nafplio - Grécia.


Sebo nas canelas

Velô na banguela.

A cabeça na estratosfera,

o coração no guidom

365 voltas, o mundo vira a esquina

e assim, sem freio, começa tudo de novo.

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