terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Oito anos

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Ele, oito anos. Ela, um pouco mais que isso.

Entre eles, muito mais que o tempo. Havia serpentes do mar, princesas recalcadas, cavaleiros covardes, bolhas de sabão, naves espaciais, óculos biônicos, carros supersônicos e uma pergunta que não queria calar:

Ele:

- Quando é que a gente vai morrer?

Ela:

- Ninguém sabe. Você tem um tempo aqui, talvez até amanhã ou semana que vem.

Uma década? 50 anos? Quem sabe? Uns se vão ao atravessar a rua, outros desaparecem aos pouquinhos, mas uma coisa é certa, à francesa ou de mansinho, alguém vai pra algum lugar.

Ele:

- E o que se faz até lá?

Ela:

- Boa pergunta.


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4 comentários:

  1. até lá, vamos esperando e querendo, saltando uns obstáculos, pulando umas fogueiras, escalando uma montanhas e se jogando, vez ou outra, nos penhascos.
    e se amando, 'que também, sem um carinho, ninguém segura esse rojão'.

    já achei um bloco lindo pra gente ir, no sábado da carne. acontece na mesma hora do galo, mas sem aquela multidão. numa rua estreita, todo mundo de verde e rosa.'antes da mangueira entrar'. hahaha
    vai preparando a fantasia, helen.

    um beijo.

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  2. Quel, que delícia! Você chega e faz um carnaval! Vamos descer as ladeiras, que também sem um embalo ninguém segura esse reojão

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  3. uma vez uma amiga falou que tinha decidido ser feliz e eu achei aquilo genial.
    acho que é isso que a gente faz no meio do caminho.
    um abraço bom em tu, ty.

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  4. O que a gente faz até lá? A gente pergunta, até cansar: "está perto de chegar"? Com muitas paradas para fazer xixi e algumas merdas pelo caminho. Trip inside!

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