sexta-feira, 11 de março de 2011

Melhor viver, meu bem

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"Todo dia ela faz tudo sempre igual"
Se Chico viu poesia no cotidiano, quem és tu para desdenhar o feijão com arroz de todo dia?


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Nervosos e inquietos, eles pensam, confabulam e maquinam uma explicação plausível e convincente para o mistério do planeta. Questionam sobre o começo de tudo e perdem noites a fio se perguntando quando isso tudo vai acabar.

Ansiosos, com a cabeça aqui e o coração acolá, eles acham que a poesia só está nas entrelinhas dos livros, que a beleza mora nas capas das revistas e que o amor é coisa de filme de ficção e além do mais existem as contas, o trânsito e o rolo compressor do cotidiano a esmagar o romantismo feito latinha de cerveja.
E na boca fica o gosto amargo da ressaca de viver reclamando e reclamando a gente se entende na fila do banco, na parada de ônibus, na sala do médico.
E enquanto eles pedem ao doutor uma receita para a felicidade, há quem bote a mão na massa e errando o ponto, desandando daqui, queimando de lá, aprenda as delícias de fazer do agora o melhor pedaço do mundo.
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2 comentários:

  1. E a beleza está no detalhe, no transitório e no fugaz. E o Nietzsche um dia disse que: "A vida não é argumento; entre as condições da vida poderia estar o erro".

    Hasta.

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  2. Faço das suas as minhas palavras, entre pensamentos intermináveis e confabulações.

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