sexta-feira, 4 de março de 2011

Um certo carnaval

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Chega feito arrepio percorrendo as costas,
ouriçando os pêlos, sacudindo os nervos, tresloucando os zelos sem a gente mandar.
Vem suspendendo as saias, causando alvoroço.
É um rebuliço, ele deixa o mundo de pernas pro ar.
E haja purpurina e haja serpentina e haja neosaldina pra gente tomar.
E não avisa ao vento, não respeita o tempo, não bate na porta nem pede licença pra se instalar.
Não, ele não se instala, fica por um tempo, fazendo algazarra, bagunçando a casa, lançando um perfume de saudade no ar.
Mas há de ter cuidado, não se apaixone, não se engane, não dê vexame, ele não veio pra ficar.

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2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ai meu Deus, o carnaval! Que foto linda, que noites ótimas. Quanto mais me despeço, mais eu fico. E quanto mais eu fico, mas me sinto em todo lugar. Cat, estarás nas serpentinas mais coloridas do meu coração, nas risadas mais estridentes, nos barulhos de gelo no copo, nas marchinhas que nosso filhos irão cantar. Para sempre passistas!!!

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