terça-feira, 26 de abril de 2011

Banquete dos signos

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Eu sinto saudades do tempo em que várias pessoas se sentavam à mesa e de longe se ouvia o tilintar dos talheres, o vapor das vozes e o rugir dos dentes. Não tinha espaço para quem quisesse, mas não faltava comida para quem chegasse.
Ninguém diz que o tempo passa.

Ou fomos nós que passamos do ponto?
Um dia, num domingo qualquer a gente olha pra trás e vê que a mesa ficou grande, mas o coração anda faminto para encher de gente esses tantos lugares.

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Um comentário:

  1. Eu me lembro uma vez, sentada à mesa da mansão Veriato. Meu primeiro almoço. Quando tentei cortar o frango, ele voou do prato, me corando a face. Aquelas risadas temperando a mesa me deixaram tão à vontade que logo o frango já estava mais corado que eu (como deveria ser).

    Esse texto me deu fome de tanta gente, principalmente de ti, Ty.
    Esperando e salivando por uma visita tua.

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