quarta-feira, 8 de junho de 2011

O tempo que é

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O meu travesseiro está inchado dos sonhos que não saíram de lá e eu podia ter insônia, passar as noites sem dormir porque fracassei. Podia ter me frustrado e depois culpado os outros por isso, e distribuir estupidez como quem diz bom dia. O meu peito está estufado de uma saudade que não tem fim nem nunca terá e eu podia ter sufocado de tristeza ou desistido de amar.

Todos os dias eu peço que o tempo me traga, além de rugas e lembranças, uma dose de maturidade para saber perder um ônibus, um amor, uma fortuna, uma mãe e mesmo assim continuar querendo um pouco mais.

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