terça-feira, 27 de setembro de 2011

borbulha, mas não ferve

..

A maré está baixa.

Não se engane marinheiro, ela continua lá.

Embaixo da pele,

na membrana dos ossos,

na maresia dos poros,

correndo nas águas calmas desse mar.

Encubada,

crônica,

ansiando o momento da agudeza,

a loucura só espera a hora da ressaca chegar.

Na proporção da euforia vem o tédio.

Quanto mais alto é o grito,

maior o vácuo que o sucede.

Vai e vem.

Em eco.

Em ondas.

Sem âncora

Pro meu barco ancorar.

Quem não entende o balanço das marés não sabe viver, marinheiro.

..

4 comentários:

  1. Oi Tyara,
    gosto muito de como agrupa as letras.
    gostaria de lhe escrever ou lhe falar. Qual é seu endereço (postal ou oral)?
    Forte abraço,reisla

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  2. esqueci de lhe dizer: reislaoliveira@hotmail.com

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  3. Quando a maré recua é porque vai voltar destruindo tudo.
    Por vezes sonho que o mar ferve, borbulhando feito água que esquecemos em cima do fogão.
    Queria saber o que isso significa. Ou talvez seja melhor não.

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  4. Este balanço me dá tontura, mas estou vivendo: tonto e vivo. Belo texto, Tyara!

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