sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Todo mundo vai

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Rivane Neuenschwander, "Um dia como outro qualquer", 2008

Eles correm porque todo mundo corre

e a pressa virou o tempo da pretensão.

O relógio,

pernas inquietas que tremulam sem parar

A mulher do carro ao lado

poderia ser só a mulher do carro ao lado

se a loucura não fosse universal

O sinal abre, o sinal fecha

A regra é não se olhar

Porque o constrangimento é universal

O sinal abre

Seguimos anônimas e certas

para o mesmo e inevitável lugar.

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