segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lá fora está chovendo

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Gotas caem incessantemente na nossa cabeça, os carros pifaram junto com todos os eletrodomésticos e um exército de formigas corre afoito ninguém sabe pra onde. Ninguém sabe porquê.

Eu queria que alguém me explicasse a pressa, se um dia todos os ponteiros vão parar.

O mundo virou e daí?

E daí? Se a gente vai se topar naquela esquina e descobrir que pra viver basta respirar e, quando a nossa respiração se encontrar, inalaremos o mesmo e delicioso ar que estufa o peito, faz o sangue ferver nas veias e sopra ao pé do ouvido que respirar é muito pouco. É necessário perder o fôlego, o medo e o freio.

É preciso se sentir vivo pra morrer em paz.

O caos não será mais da nossa conta.

O planeta de cabeça pra baixo e nós a girar, que maravilha.

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2 comentários:

  1. É isso mesmo: "o mundo está ao contrário e ninguém reparou". De besta!!! Percamos o fôlego, o medo e o freio. Só assim acharemo-nos.
    Aderivan Albério

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  2. Muito bom!! Suas últimas postagem tem trazido esse tema da rapidez/velocidade das coisas, do ritmo da vida moderna... Interessante...

    Podemos pensar também na possibilidade de experimentar esse caos, fazer como o flâneur que sai pela cidade experimentando-a através dos sentidos e, como um esgrimista, vai se livrando das pessoas que andam apressadas pelas ruas.

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