domingo, 18 de dezembro de 2011

Vermelho balão

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O amor tem olhos grandes, nariz de palhaço e orelha de abano. Ele sofre nas tardes de domingo. Rói as unhas, depois pinta de vermelho. Dá com uma mão e tira com a outra. O amor não fala inglês, mesmo sendo uma exigência moderna.

Viram-no num 1,99 na rua da república.

O amor em trinta, sessenta e noventa sem juros e sem entrada, com a primeira só para o carnaval. O amor não é cool. Não é Cult. Não se acha bonito. Não gosta de atender telefone. Ele não assistiu àquele filme, não sabe jogar futebol nem nunca ganhou um troféu. É recalcado. Psicótico, neurótico. Todo errado.

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Um comentário:

  1. Minha feeeelha, o amor é um barato que sai caro! E eles nem dividem no cartão nas bandas de cá.

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